quinta-feira, 26 de junho de 2008

O Futuro da telecomunicação


BRASILTELECOM INOVA COM TELEFONE ÚNICO WI-FI

Produto inédito no mundo permite receber e originar chama das de números fixo e móvel a partir

de um único aparelho celular, que seleciona a menor tarifa para o cliente

Brasília 24 de junho de 2008_ A Brasil Telecom inova mais uma vez e lança o Telefone Único Wi-Fi, produto sem precedentes no mundo e que permite integrar o número de telefone fixo a até três aparelhos móveis compatíveis com a tecnologia Wi-Fi. O Telefone Único é um celular que funciona como a extensão do número da casa ou do escritório, onde quer que o cliente esteja.

Agora, mesmo no exterior, o usuário terá liberdade para fazer ligações, usando sua linha fixa ou móvel, como se estivesse em sua própria casa ou escritório. Isto porque, mesmo em roaming nacional ou internacional, não será cobrado adicional de chamadas nem deslocamento quando os aparelhos estiverem conectados a uma rede Wi-Fi. Além disso, o novo Telefone Único acessa a Internet e integra todos os benefícios dos serviços inteligentes tanto da linha fixa, quanto da móvel em um único aparelho.

“O Telefone Único Wi-Fi é uma evolução do Único CTP, lançado em 2006, que foi o primeiro produto convergente do País a unir as vantagens da telefonia fixa e da móvel. A novidade é que agora o ponto de acesso não é mais restrito a casa ou ao escritório, pois ele expande as vantagens do Telefone Único para qualquer lugar do mundo onde haja uma rede Wi-Fi”, explica o diretor de Marketing da Brasil Telecom, Dalton Hayakawa.

Outro diferencial do Único Wi-Fi é que um mesmo número fixo poderá ficar conectado a até três celulares. As ligações feitas para o fixo serão transferidas automaticamente para os aparelhos Único cadastrados, caso a chamada não seja atendida após o quinto toque. A ligação recebida em um dos telefones poderá, ainda, ser transferida para os outros celulares integrados sem que isso gere custo adicional ao cliente. Os três celulares e o terminal fixo também poderão originar chamadas ao mesmo tempo a partir do número fixo cadastrado, o que é uma inovação.

“Com o Único Wi-Fi o cliente tem todas as facilidades convergentes do Único CTP, só que agora ao invés de levar o celular para dentro de casa, pode ter as vantagens de seu telefone fixo em qualquer lugar do mundo”, reforça Dalton. “Na Brasil Telecom, o cliente ganha mais e a vida dele também”, completa.

Com capacidade para oferecer serviços fixo e móvel de voz e de dados em um único aparelho por meio da tecnologia Wi-Fi/SIP, o novo Telefone Único da Brasil Telecom pode ser coneCom capacidade para oferecer serviços fixo e móvel de voz e de dados em um único aparelho por meio da tecnologia Wi-Fi/SIP, o novo Telefone Único da Brasil Telecom pode ser conectado a qualquer rede sem fio. O aparelho é vendido totalmente configurado. Nas redes públicas de Wi-Fi da BrT o acesso será automático e o usuário poderá se conectar gratuitamente à Internet, sem precisar de provedor e com a possibilidade de fazer downloads ilimitados. Nas demais redes, será preciso fazer uma autenticação.

Além disso, os clientes do Único Wi-Fi contarão com funcionalidades exclusivas, como a agenda unificada, e os serviços inteligentes, como a secretária virtual integrada, que será gratuita no pacote promocional até janeiro de 2010. Para adquirir o Telefone Único, basta possuir uma linha fixa e uma linha pós-paga móvel da Brasil Telecom. No lançamento, o aparelho disponível será o HTC S621, mas a Operadora já está homologando outros modelos.

Assim como o Único CTP, esse novo produto foi desenvolvido dentro dos padrões e protocolos de mercado no âmbito da FMCA (Fixe and Mobile Convergence Alliance).

Para mais informações, é só ligar para os telefones 105-3 (móvel) ou 103-14 (fixa)

CCTCI vai debater uso da internet em campanha eleitoral

20/06/2008

A poucos dias do início oficial da campanha para as eleições municipais de 2008 (liberada a partir de 6 de julho), ainda são muitas as dúvidas sobre a regulamentação da divulgação de propaganda eleitoral por meio da internet.

Para tentar esclarecer algumas dessas questões e debater como deve ser o uso da rede mundial de computadores durante a campanha para as eleições municipais, a Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática vai realizar no próximo dia 1º de julho, uma audiência pública sobre o assunto.

Segundo o presidente da Comissão, deputado Walter Pinheiro (PT-BA), a audiência pública será uma oportunidade para diminuir o ambiente de incerteza e insegurança no que diz respeito ao arcabouço legal sobre a propaganda eleitoral via internet.

Para o autor do requerimento que motivou o debate, deputado Julio Semeghini (PSDB-SP), a opinião de especialistas no assunto pode ajudar não apenas a entender melhor as regras que devem valer não só para as eleições que se aproximam mas também para o aperfeiçoamento da legislação sobre o tema.

Foram convidados para a audiência pública o corregedor-geral da Justiça Eleitoral, ministro Ari Pargendler; o diretor-presidente do IG, Caio Túlio Costa; o professor do Instituto de Ciência Política da UnB (Universidade de Brasília), David Fleischer; o presidente da Associação Brasileira de Consultores Políticos (Abcop), Carlos Manhanelli; e o advogado Fernando Neves, ex-ministro do TSE.

A audiência está prevista para o dia 1º de julho, às 14h30, no plenário 13.

fonte: Câmara dos deputados

Senadores recebem denúncias de violência policial no RS

A violência de Estado contra os movimentos sociais foi tema da audiência pública da Comissão de Direitos Humanos do Senado Federal, nesta terça-feira (24). No encontro, os senadores, os deputados federais e estaduais assistiram ao vídeo com treze atos de violência, agressão e repressão aos movimentos sociais. O deputado Dionilso Marcon (PT) relatou a violência e a brutalidade utilizada pelo comando da BM contra os manifestantes no dia 11 de junho, no Parque da Harmonia e em mais 12 eventos recentes. No relato, o comandante da BM declarou publicamente que os manifestantes eram baderneiros e o comando da BM impediu que prosseguissem até o Palácio Piratini, aonde ocorria uma grande manifestação contra a corrupção no governo Yeda.

O ponto alto da audiência foi a divulgação da ata do Conselho Superior do Ministério Público que deliberou a formulação de uma política de intervenção do MP pelo fim do MST, de suas escolas, pela investigação do Incra, da Conab e da Via Campesina. Em determinado trecho o MP indica a investigação e a criminalização do MST. O documento de três páginas sugere o impedimento de marchas, de deslocamentos dos agricultores, assim como a desativação de acampamentos. Também sugere o cancelamento do alistamento eleitoral dos agricultores sem terra nas regiões em conflito e a formulação de uma política oficial do MP com a finalidade de “proteção da legalidade no campo”.

Segundo o deputado Marcon a divulgação do documento do MP e as ações da BM comprovam que a Constituição Federal está sendo violada. Segundo ele, o documento descoberto pelos movimentos sociais aponta vários níveis gradativos de repressão: O primeiro, segundo a denúncia dos movimentos, seria a identificação, grampeamento telefônico e de mails de manifestantes, lideranças e de parlamentares; o segundo, com a prática de violência com o uso de gás e balas de borracha, tropas de choque, prisão de manifestantes; num terceiro e último estágio seria a proibição de existência legal de associações e a mudança na legislação penal.

Presente na audiência, o bispo de Santa Cruz do Sul , Don Sinésio Bohn afirmou que a Igreja está ao lado dos pobres, assim como Jesus Cristo o fez e que por isso estava ali junto dos trabalhadores. Os senadores receberam o documento com as denuncias e ficaram perplexos com as imagens de violência e com as declarações do comando da BM e da governadora sobre a operação no Harmonia.

A deputada Federal Maria do Rosário (PT) afirmou que o documento do MP sugere a suspensão da Constituição e de direitos fundamentais da cidadania e dos direitos Humanos.O MP deveria investigar os R$ 650 mil desviados pela Confederação Nacional da Agricultura que utilizou os recursos na campanha dos ruralistas da senadora Kátia Abreu”, destaca Rosário. Outro absurdo do documento do MP , segundo Rosário, é a sugestão de cancelamentos do direito de voto dos eleitores do MST nas áreas de acampamento. A coordenação estadual do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST) no Rio Grande do Sul divulgou nota oficial, na semana passada, denunciando as recentes ações da Brigada Militar e os argumentos utilizados pelo Ministério Público gaúcho para a execução do despejo de dois acampamentos no interior do Estado. Segundo a nota, “os métodos e argumentos do Ministério Público e da Brigada Militar ressuscitaram a ditadura militar no Rio Grande do Sul".

Fizeram parte da diligência o presidente da CDH, senador Paulo Paim, o senador José Nery, senador Flávio Arns, membros da CDH da Assembléia Legislativa do Estado e da Câmara de Vereadores de Porto Alegre. A programação será a seguinte:
9h- audiência com representantes dos movimentos sociais na Assembléia Legislativa do Estado; 13h - audiência com o comandante da Brigada Militar, Coronel Paulo Roberto Mendes; 14h – audiência com o secretário de Segurança Pública do Rio Grande do Sul, José Francisco Mallmann.

segunda-feira, 12 de maio de 2008

Trabalho de Fotojornalismo (Trabalho final)

Grupos com 4 componentes


1) Pesquise e escolha um fotojornalista que vocês admirem (brasileiro ou estrangeiro) e resuma em 10 linhas a trajetória de vida dele.

2) Separe 10 fotos desse fotojornalista e faça uma análise técnica (filme/ângulo/objetiva/enquadramento/iluminação etc.) de cada uma dessas fotos.

3) Sintetize nos slides e contem para turma quais foram as possíveis influências que esse fotojornalista teve.

4) Descreva o significado (conceito/sensação) que esse fotojornalista imprime em cada uma de suas fotos.

5) Faça 10 fotos (ensaio/digital/ alta resolução) que possam ser embasadas no trabalho desse fotojornalista.


6) Imprima em papel fosco (30 x 50) as duas melhores fotos desse ensaio e coloque uma etiqueta atrás da foto com o nome dos integrantes, nome da foto, lugar onde foi tirada, ISO , abertura (diafragma) e tempo de exposição (obturador).

Obs:

1) Os trabalhos serão apresentados em sala e cada grupo terá, no máximo, 20 minutos para a exposição;

2) As apresentações serão no dia 09/06;

3) Não poderão ser analisados os fotojornalistas que foram previamente estudados em sala;

4) O CD, com o trabalho, além das duas fotos impressas (30 X 50), devem ser entregues ao final da apresentação.

quinta-feira, 8 de maio de 2008

Até onde o jornalista pode ir para conseguir uma reportagem?

A pergunta foi lançada na última Newsletter da Escola de Comunicação: casos como a prisão do jornalista Roberto Cabrini podem trazer a reflexão sobre o tema.

Escutas telefônicas não autorizadas, compra de armas e drogas. Até onde pode chegar um jornalista para cumprir uma pauta? Essa pergunta se faz presente, principalmente, no jornalismo investigativo. Quais são os limites de uma reportagem?

Alguns casos podem trazer a reflexão sobre o assunto. Como o ocorrido mês passado com Roberto Cabrini. O jornalista foi encontrado na periferia da zona sul de São Paulo, no dia 15/04, com 10 papelotes de cocaína. A policia o deteu por tráfico de drogas e porte de entorpecentes.

Cabrini afirmou que a droga foi “plantada” em seu carro, fazendo parte de uma armação, e que fazia uma reportagem investigativa sobre tráfico de drogas, a mesma versão foi dada pela rede Record, emissora em que trabalha. No dia 17/04, a Justiça de São Paulo concedeu habeas corpus ao jornalista.

Outro caso, que aconteceu há nove anos, foi o do repórter Silvio Carvalho, do jornal A Gazeta, do Mato Grosso. Carvalho comprou um revólver no comércio clandestino de armas em Cuiabá. O repórter se passou por um “cliente” comum. Disse ao vendedor que tinha sido assaltado e por isso buscava uma arma para se defender. A chefia de reportagem o orientou a encaminhar o revólver ao Fórum Criminal. Menos de uma hora após a compra, Carvalho entregou a arma ao juiz Rondon Bassil.

O recurso não foi favorável. O jornalista foi punido com medidas como, não poder sair de casa após as 23h, não passar mais de 30 dias fora de Cuiabá, doar cestas básicas a uma instituição de caridade pelo período de seis meses, e, além disso, comparecer uma vez por mês ao Fórum Criminal para comprovar o cumprimento da sentença. Carvalho foi acusado de porte ilegal de arma. Segundo ele, a intenção era denunciar a venda fácil de armamentos ilegais.

Para Fernando Molica, diretor da Associação Brasileira de jornalismo investigativo (ABRAJI), é difícil estabelecer regras diante de situações delicadas. Para ele o jornalista tem que respeitar os limites, mas a regra é o bom senso. “O jornalista deve avaliar o custo-benefício e nunca tomar decisões individuais, mas junto com a chefia de reportagem”, afirma.



A Escola da Comunicação lançou algumas perguntas pertinentes no site, e alguns jornalistas responderam.


independente de qualquer circunstância, qual o limite que um repórter deve impor para cumprir sua pauta? A maioria acredita que o repórter nunca deve ultrapassar os limites da lei. Confira algumas:

“O bom profissional é aquele que defende o seu trabalho com unhas e dentes, abraça a carreira e respeita a empresa em que atua. Se é necessário andarmos com droga ou adquirir um fuzil AR-15 para que o nosso trabalho seja concluído com bons resultados e profissionalismo, então... que se faça!”
Marcelo Ono, repórter

“A maioria espera que nós resolvamos o problema e não os competentes. Por isso, sentimos que devemos agir como super heróis e ir além do que deveríamos ir em princípio (...) E como é sabido, mexer com gente sem escrúpulos nos deixa fragilizados e sabemos que se colocarmos o dedo na ferida estamos sujeitos a sofrer penalidades...”
Ludmila Bahia, diretora de jornalismo, NTV

“Se envolver no crime, ou qualquer outra situação transgressora de forma supervisionada e protegida é ofício da polícia, dos que lidam com a imposição da Lei. Jornalista tem o dever de noticiar, denunciar, mas investigar a ponto de se envolver de forma escusa não concordo”
Patrícia Xavier, assessora da Câmara de vereadores de Timbó, SC

“Acho que para investigar, infelizmente, por um momento é preciso fazer parte da história, mas acredito que a investigação não acaba com a denúncia. A segunda parte, a pós-matéria ou a pós venda, não acontece na maioria das vezes”
Sheila da Silva, repórter, Rádio Bandeirantes

quarta-feira, 7 de maio de 2008

Diagramação do jornal

A Clemence estará ajudando todos os alunos somente nos dias de "segundas, quartas e sextas-feiras".
Lembrando que ela fará uma lista em "públicos", onde terá uma pasta pra cada repórter. Dentro dela, se encontrará uma cópia da página diagramada do jornal. É necessário que o aluno trabalhe somente com a página indicada, uma vez que ela estará com toda a formatação correta. Todos os documentos correspondentes ao jornal deverão ser colocados na pasta de diagramação. As fotos devem ser salvas normalmente na pasta da professora Rose May.


Qualquer dúvida ligue para Clemence:
9681-8777
ou mande um e-mail para jornalistass@gmail.com e olivieira.gut@gmail.com

segunda-feira, 5 de maio de 2008

JANIO DE FREITAS - Imprensa com ou sem lei




O jornalismo tem direitos e, acima deles, tem ainda seus típicos e onerosos deveres sociais, cívicos e morais

A IDÉIA DE que a liberdade de imprensa depende da inexistência de regulamentação legal específica, seja ou não voltada só para a imprensa, foi levada por seu mais ativo defensor atual, deputado Miro Teixeira, a uma inovação conceitual que nada tem, ou teve, sequer de parecido aqui ou mundo afora.


Já autor da ação que provocou a recente e temporária suspensão de parte da Lei de Imprensa em vigor (o julgamento final da ação ainda não tem data no Supremo Tribunal Federal), Miro Teixeira apresentou sua nova proposta na 3ª Conferência Legislativa sobre Liberdade de Imprensa: além da ausência plena de dispositivo legal sobre exercício da imprensa, devem ficar impedidos de processar jornalistas, sob alegação de dano moral e outros, todos os que exercem função pública. Sejam autoridades governamentais, parlamentares, servidores concursados ou não, lideranças religiosas ou classistas, entre tantos.


A inovação não se encerra aí. Também os procedimentos de defesa, por quem se considere atingido, deixariam de conter o direito de resposta e a eventual publicação da sentença condenatória. Ao pretenso ofendido caberia, se quisesse, oferecer-se a uma entrevista e, por esse ou por modos equivalentes, disputar com o noticiário a publicação de sua defesa.


Estou entre os que acham, mais do que necessária, indispensável a existência de legislação reguladora do exercício da imprensa e, portanto, da sua contraparte, que são os objetos (pessoas e atividades) do publicado. A preservação da liberdade de imprensa e dos direitos democráticos não está na existência de regulamentação, mas no seu sentido e nos propósitos e nas abrangências que estabeleça. Dá uma idéia desse princípio a lembrança de que, assim como os objetos da imprensa têm direitos, o jornalismo também os tem e, acima deles, tem ainda os seus típicos e onerosos deveres sociais, cívicos e morais. Direitos e propósitos contrapostos requerem regulação e, às vezes, a mediação que é o Judiciário.


O impedimento de procedimentos judiciais de defesa, justificada ou não, por parte de "agentes da vida pública" começa por estabelecer uma diferenciação antidemocrática nos direitos gerais da cidadania, com a criação da subclasse dos indefesos morais. Em nome da liberdade, introduz a discriminação no acesso aos direitos civis. É, na relação entre imprensa, direitos e sociedade, o regime totalitário às avessas mas tão totalitário quanto em sua modalidade convencional.


Mais para não ser faltoso, do que por necessidade, fica aqui o registro de que, a deixar a pretensa defesa na disputa por espaço no noticiário, ou seja, à vontade da imprensa, todos sabem que a regra mais adotada seria a de mais ataque e nada de defesa. Originário da imprensa, que foi sua rampa de acesso aos primeiros mandatos, o deputado Miro Teixeira talvez esquecesse, mas sabe que seria assim.


É constrangedor dizer isto, mas aí vai: o problema para ter-se imprensa séria e democrática é a contenção das tantas irresponsabilidades. Não é o caso, aqui, de considerar suas diferentes procedências ou possíveis motivações. Mas impedir o direito de defesa de "agentes da vida pública", a título de impedi-los de "ocultar, intimidar e impedir investigações", seria liberar todas as irresponsabilidades. E, em alguma medida, seria mesmo abrir as portas para chantagens e negócios sujos.
O assunto imprensa é mais complicado, sob todos os ângulos, do que parece. Mais complicado para dentro e para fora da imprensa


segunda-feira, 28 de abril de 2008

Debate sobre Cidadãos Jornalistas


Bem, está a decorrer no site do The Guardian um interessante debate entre Jeff Jarvis e Michael Tomasky sobre se os novos “cidadãos-jornalistas” devem ter as responsabilidades dos jornalistas ou os direitos dos cidadãos.

Uma entrevista no site da Público, Jeff Jarvis fala sobre o cidadão jornalista. Acesse o link:
Jeff Jarvis: No jornalismo, as boas ideias são do público

quarta-feira, 23 de abril de 2008

A arte do fato

Fonte: Blog de Daniel Piza

Em tempos de imprensa fofoqueira e leviana, nada melhor do que ler os maiores jornalistas da história. A editora José Olympio acaba de publicar no Brasil O Grande Livro do Jornalismo, editado por Jon E. Lewis (tradução de Marcos Santarrita), com o que chama de "55 obras-primas dos melhores escritores e jornalistas". Com exceção de Charles Dickens (sobre uma decapitação em Roma em 1845), Winston Churchill (sobre sua fuga da guerra na África do Sul em 1899) e alguns outros eleitos como precursores, além do hors-concours George Orwell (trecho de The Road to Wigan Pier), os textos são quase todos de jornalistas americanos. Conheço antologias melhores, como The Art of Fact (editado por Ben Yagoda, 1998), mas em português, não.

Há famosos como Jack London testemunhando o terremoto de São Francisco, John Reed cobrindo a Revolução Russa, John Hersey visitando Hiroshima um ano depois da bomba, John dos Passos na Marcha da Fome de 1931, William Shirer sobre a rendição francesa aos nazistas, Seymour Hersh revelando o massacre de My Lai e Hunter Thompson na Convenção Republicana de 1972. Mais importante, há desde crítica literária (Dorothy Parker defendendo os contos de Hemingway) até textos sobre esportes (Jonathan Mitchell sobre o boxeador Joe Louis) e relatos pessoais de viagem (Jon Krakauer e sua escalada), além de artigos e miniensaios (Norman Mailer sobre Bob Kennedy).

Isso tudo contrasta com o que ainda se pensa no Brasil sobre o que é ou não jornalismo. Há vários tipos de reportagem, das mais diretas às mais interpretativas, e jornalismo de opinião é, claro, jornalismo. O volume também serve para lembrar como o jornalismo pode ser instrumento e experiência para escritores de ficção. Além de Dickens, London, Dos Passos e Mailer, estão ali Stephen Crane, John Steinbeck, Gore Vidal e outros. E entre os grandes jornalistas vivos, além de Hersh, o destaque é para Robert Fisk, único com dois textos (massacre de palestinos em 1982 e invasão do Iraque em 2003). Bom jornalismo faz história e sobrevive em qualquer suporte.

terça-feira, 22 de abril de 2008

Fotógrafo brasileiro cria banco de imagens que refletem a paz na Web

Participe também


Um banco de imagens on-line apenas com fotos que transmitam ideais positivos é o mote do projeto "Imagens da Paz" (www.imagensdapaz.org.br), idealizado pelo fotógrafo Eduardo Barcellos e lançado oficialmente nesta última sexta-feira (18).

"O objetivo mais amplo do 'Imagens da Paz' é incentivar as pessoas a mudar a visão de mundo que elas têm", diz Barcellos, que reconhece ser difícil definir o que é uma "imagem positiva". "Queremos fazer debates a fim de formatar melhor o conceito, mas não acredito que a gente consiga chegar a um consenso sobre isso, é algo bastante subjetivo", opina.As fotografias do banco de imagens podem ser usadas gratuitamente por campanhas e ações promovidas por Organização Não-Governamentais (ONGs) e entidades sem fins lucrativos que tenham os mesmos ideais do projeto.

Segundo o fotógrafo, desde 2002 há a vontade de realizar o "Imagens da Paz", porém foram necessários alguns anos para conseguir colocá-lo em prática. Hoje, o projeto tem entre seus principais apoiadores a Organização Brahma Kumaris - ONG espiritual criada na Índia e ligada à Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) - e a agência Sambaphoto, que abriga o banco de imagens.

Inspirado em um projeto desenvolvido em Nova York chamado Imagens e Vozes da Esperança (www.ivofhope.org), até o momento o "Imagens da Paz" reúne fotógrafos profissionais como Cristiano Mascaro, Cássio Vasconcellos e Gal Oppido, mas Barcellos avisa que todos podem participar. "Basta que a fotografia seja coerente com o ideal do projeto e tenha qualidade técnica", explica.


Para ver mais fotos do projeto, selecione o link "Imagens da Paz" na área "Links Indicados" neste Blog.